segunda-feira, 28 de março de 2011

Saiba como ajudar os afetados pelo terremoto no Japão

Brasileiros no país asiático criaram rede de busca pela internet.

Comunidades divulgaram contas correntes para receber doações.

Organizações, celebridades e brasileiros que vivem no Japão criaram formas de ajudar as vítimas do terremoto que atingiu o país asiático na sexta-feira (11). O tremor provocou um tsunami com ondas de até 10 metros que devastou regiões litorâneas do nordeste do país, provocando mortes e destruição.


BUSCA POR DESAPARECIDOS
O blog do Portal Nippon "Lost in Japan", editado pelo brasileiro Alexandre Imamura Gonzales, ajuda familiares no Brasil a localizar desaparecidos no Japão. O blog já conseguiu localizar cerca de 450 pessoas. “Coloco recados no blog e no Portal Nippon. Como conheço muitas pessoas espalhadas pelo Japão, isso facilitou a busca. Amigos também colaboraram”, conta Gonzales, que recebeu quase 600 e-mails de pessoas pedindo ajuda para encontrar parentes. O endereço para contato é bloglostinjapan@gmail.com.

No Facebook, a página "11 de março de 2011 – Japão. Você está salvo?" também tenta tranquilizar familiares no Brasil. Diogo Hideo Dos Santos criou um “evento” na rede social em que pede para que moradores brasileiros no Japão “confirmem presença” para dizer se estão bem. Até o início da tarde desta segunda-feira (14), 609 usuários haviam confirmado que estavam bem e 2.155 ainda estavam pendentes.

Segundo Hideo, o Twitter também foi muito importante para espalhar informações sobre brasileiros. Ele aconselha usar a hashtag "#BrasileiroNoJapão" para fazer a busca no microblog.

No espaço reservado a comentários, os leitores do G1 podem deixar recados para divulgar o desaparecimento de parentes e amigos. Como alternativa para o envio de relatos, fotos e vídeos, o G1 mantém à disposição o canal de colaboração VC no G1.

Ainda na internet, uma página criada pelo Google reúne informações atualizadas em tempo real com dados sobre doações, notícias e mapas.

CONTAS PARA DOAÇÃO
Representantes de cinco comunidades japonesas no Brasil oficializaram nesta segunda-feira (14) o auxílio ao Japão em uma reunião com o cônsul-geral do país em São Paulo, Kazuaki Obe.

As entidades divulgaram dados de contas correntes em que brasileiros poderão depositar doações. A Associação Miyagui Kenjinkai do Brasil também abriu uma conta para que doadores possam depositar qualquer quantia.

Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e de Assistência Social
Banco Bradesco
Agência: 0131-7
Conta corrente: 112959-7

Beneficência Nipo-Brasileira de São Paulo
Banco Bradesco
Agência: 0131-7
Conta corrente: 131000-3

Federação das Associações de Províncias do Japão no Brasil
Banco do Brasil
Agência: 1196-7
Conta corrente: 29921-9

Associação Miyagui Kenjinkai do Brasil
Banco Bradesco
Agência: 0131-7
Conta corrente: 120459-9

OUTRAS CAMPANHAS
Celebridades lançaram campanhas para engajar seus fãs a ajudar as vítimas do terremoto. A cantora Lady Gaga criou uma pulseira com a frase "Oramos pelo Japão” escrita em inglês e em japonês. O acessório é vendido na loja on-line da cantora por US$ 5 e toda a receita será doada aos desabrigados.

Em parceria com a organização “Music for Relief”, Mike Shinoda, da banda Linkin Park, criou uma camiseta feminina e outra masculina também para arrecadar fundos às vítimas. As peças são vendidas no site oficial da banda por US$ 25.

A produtora de games para redes sociais Zynga firmou uma parceria com a organização “Save the Children” para que internautas façam doações por meio de jogos como “CityVille” e “FarmVille”. A Zynga está oferecendo aos seus 250 milhões jogadores a chance de doar o valor total de recém-criados bens virtuais, como uma edição limitada de batata-doce e decorações japonesas. A doação também pode ser feita diretamente pelo site da "Save The Children".

Fonte: G1

domingo, 20 de março de 2011

Faça ligações gratuitas para o Japão até o dia 31/03

SÃO PAULO – Por causa das recentes tragédias do Japão, a operadora TIM decidiu não cobrar dos clientes pelas ligações feitas ao país.

O benefício, que funciona nos celulares pós e pré-pagos, começa a valer a partir do próximo dia 20 (domingo) e termina no dia 31 de março. Mas para não ter a ligação tarifada, o usuário terá que usar, obrigatoriamente, o código 41 da TIM na chamada DDI.

As ligações feitas a partir do telefone fixo com o código DDI da TIM também terão custo zero.
De acordo com a TIM, as ligações para qualquer cidade japonesa serão gratuitas independentemente do tempo de conversa e do horário da ligação. Não é necessário cadastro ou contratação de planos adicionais para usufruir do benefício.

Telefônica reduz preços

Agora, a operadora cobra R$ 0,10 o minuto da ligação de fixo para fixo – antes da tragédia, o preço era de R$ 2. Já as ligações para os telefones celulares do Japão foram reduzidas para R$ 0,70 o minuto. 

Fonte: info

sábado, 19 de março de 2011

Mídias sociais causam mais danos a marcas que Procon

Casos como o da Brastemp e o da Renault mostram como redes sociais potencializam o efeito negativo do desrespeito ao cliente

Insatisfeitos, clientes começam a buscam novas formas de impactar as marcas pelas quais são prejudicados

São Paulo –  Em janeiro deste ano, as críticas de um consumidor contra a fabricante de eletrodomésticos Brastemp levaram a empresa a figurar entre os quatro assuntos mais comentados do mundo no Twitter. Nesta semana, o amargo papel foi representado pela Renault. Cansada de esperar durante quatro anos pela atenção da companhia para resolver seu problema, uma consumidora criou um site e gravou vídeos em que conta e compartilha em redes sociais sua indignação com o descaso da marca.

Provas indiscutíveis de que as empresas ainda estão falhando em questões fundamentais como o atendimento ao cliente, os dois casos são também emblemáticos porque colocam a reputação das empresas envolvidas em questionamento.

A escolha por compartilhar a insatisfação na web mostra que os consumidores estão muito mais atentos aos canais de comunicação que têm à sua disposição do que as empresas. E mais, estão cientes de que quando a reputação de uma marca é afetada, o problema é "mais embaixo", e ela tende a ser mais ágil para amenizar a situação.

O site Reclame Aqui, que atua como um canal online direto de comunicação entre consumidor insatisfeito e marca, registrou em 2010 uma média de 4 milhões de visitas por mês, número quatro vezes maior do que o alcançado em 2009 e também superior à contagem de atendimentos realizados pelo Procon – Procuradoria de Defesa do Consumidor - neste ano, fechada em 630 mil. Isso aponta para uma mudança no comportamento dos consumidores e deve ser visto com atenção pelas marcas.

"Quando o consumidor vai reclamar por telefone ou vai em uma loja física para reclamar de alguma coisa, ele é bastante complacente, mas quando esse mesmo consumidor entra em uma rede social ou qualquer outra rede na web, ele se transforma, usa muita força no que diz e apela mais, colocando detalhes da má experiência que teve. Então esse impacto é muito grande para as marcas", diz Maurício Vargas, diretor geral do Reclame Aqui.

Para André Telles, CEO da agência Mentes Digitais, dificilmente uma ação no Procon impacta tão negativamente uma marca se comparada ao compartilhamento dessa mesma insatisfação nas redes sociais: "Uma reclamação pode ir para frente no Procon, mas apenas como um fato isolado, e por isso não afeta tanto a marca. Mas quando cai nas redes, impacta muito. Os consumidores estão dando exemplo de como utilizar as ferramentas multimídia para reclamar seus direitos."

Um recente estudo da E.Life, empresa de inteligência de mercado e gestão do relacionamento em redes sociais, monitorou o termo #Fail no Twitter por um período de três meses. Os resultados da pesquisa mostraram que as categorias de empresas mais criticadas no Twitter foram as mesmas mais reclamadas também no Procon.

Ou seja, as redes sociais são hoje um canal natural de autorregulamentação no tratamento do consumidor, como explica Alessandro Barbosa Lima, presidente da E.Life. Apesar de não serem um canal oficial como o Procon, agem como potencializadores na relação da marca com o consumidor, afetando tanto para o bem quando para o mal.

"Com certeza as redes sociais e o Reclame Aqui estão modificando o relacionamento com o consumidor, porque eles estão presentes também no pré-compra. O Procon é presente apenas na repercussão negativa, no pós-compra negativo. A Brastemp, por exemplo, foi parar nas redes sociais porque uma pessoa colocou ela lá, e outras pessoas confirmaram a experiência negativa."

As reclamações de clientes em redes sociais se tornam cada vez mais efetivas na resolução dos problemas não só porque expõem o desrespeito de uma marca com seu cliente, afetando na credibilidade da companhia, mas sobretudo porque têm um sentido de permanência. O mesmo marketing que uma década atrás era feito boca a boca, hoje é feito também na rede. A diferença é que o que é comentado permanece online, disponível para acesso e pesquisa.

 "As informações publicadas em 2004, na abertura do Orkut no Brasil, por exemplo, podem ser consultadas hoje, em 2011, e podem ser tomadas como verdade, mesmo que a empresa já tenha mudado", diz Barbosa Lima. "O que estamos vendo hoje é que o SAC, em tempos de redes sociais, é feito com uma plateia.Virou praticamente um 'reality show'. Então acaba sendo hoje bem mais sensível para uma empresa do que era nos anos 90. O que as empresas ainda não entenderam é que o SAC hoje é o novo marketing, e se esse canal não atua bem em redes sociais, ele tá prestando um mau serviço em público."

Página da consumidora insatisfeita com a Renault.                                          

A Educação aqui é uma arma contra a triste realidade do futuro!

Armas contra o futuro

Alexandre Garcia


Na caminhada em torno da Lagoa Rodrigo de Freitas, pedimos dois cocos para compensar o suor do calorão. A R$3,50 cada um, entreguei uma nota de 20 para o vendedor. Ele ficou me olhando e implorou: Patrão, me ajude! Dois de 3 e 50, dá quanto? Entendi que ele estava pedindo uma gorjeta; pensei em arredondar para 10 reais. Mas minha filha entendeu melhor e informou a ele: 3 e 50 vezes 2 dá 7 e o senhor tem que dar 13 de troco. Era isso. O homem, de uns 45 anos, vendedor de coco na zona sul do Rio de Janeiro, não sabia dar troco nas suas vendas. Minutos depois, acontecia o mesmo com um casal que pagava dois cocos com uma nota de 20 reais. Fiquei estarrecido e na maior tristeza. No meu país, nem sequer as operações aritiméticas fundamentais são conhecidas por quem precisa ganhar a vida. Naquele sábado ainda teria outra surpresa. Ao chegar à Globo e abrir o computador, encontrei extenso e.mail de um bacharel em direito, protestando contra a exigência de exame para a OAB. O texto era prolixo, cheio de modismos, sem vírgulas, com erros de ortografia e pobre em argumentação. E, ao contrário do que pretendia o missivista, comprovava a necessidade de um filtro antes de admitir advogados nos tribunais. Além disso, mostrava também a mediocridade do ensino superior.

No programa Espaço Aberto, que apresento, os presidentes da Câmara e do Senado concordaram imediatamente comigo, em que a Educação é a maior das prioridades e das urgências deste país. Estranhei, porque na prática, pouco os políticos fazem pela Educação, além de declarações óbvias sobre a importância dela. E não conseguem me demover da constatação de que eles temem a Educação. Porque, afinal, o conhecimento liberta. E eleitor livre não aceita paternalismos. O maior mérito da Educação é que ensina a pensar. Portanto, ensina a julgar e a decidir.

Estamos atrasadíssimos. Não há como comparar um menino médio brasileiro com um uruguaio, por exemplo. A educação, no pequeno vizinho, faz parte da cultura como uma necessidade básica - e com qualidade. E começa em casa, onde se ensinam os deveres de cidadania. Por aqui, é uma tristeza. Se não reagimos, não teremos futuro. Já se nota que os demais emergentes estão passando à nossa frente. Por um principal motivo: Educação. A China, há 30 anos, investe maciçamente em Educação. E não pára de crescer e de conquistar maior bem-estar social. Aqui, Educação é um perigo para os políticos e, por enquanto, uma arma contra o nosso futuro.

Super Lua Cheia será a maior em 18 anos

A Lua estará em seu perigeu máximo – 356.577 km de distância da Terra, 14% maior e 30% mais brilhante do que em seu apogeu.

Mundo - Se você está planejando um jantar romântico, o próximo sábado pode fornecer as condições ideais para sua noite: uma super lua cheia estará no céu.

No dia 19 de março ocorre um fenômeno conhecido como super "lua perigeu" – algo que só acontece a cada 18 anos. O resultado é que, ao nascer no leste, nosso satélite natural estará maior e mais brilhante do que o normal.

As luas cheias variam de tamanho por causa de sua órbita oval. O trajeto elíptico tem um lado (chamado perigeu) cerca de 50 mil km mais perto da Terra do que o outro (apogeu). Para um observador no planeta, as luas perigeu ficam 14% maiores e 30% mais brilhantes do que a apogeu.

No dia 19 de março, a Lua estará em seu perigeu máximo – 356.577 km de distância. A proximidade é beneficiada por outra coincidência: para a maior parte do ocidente, ela surge no horizonte menos de uma hora após o perigeu. Esse fenômeno aconteceu pela última vez em março de 1993.

Essa proximidade da Lua pode aumentar um pouco as marés, mas não há como que se preocupar: as variações serão de apenas alguns centímetros a mais do que o normal. A Nasa ainda alerta: ao contrário do que alguns boatos que circularam na internet dizem, as luas perigeu não disparam desastres naturais.

E para quem quer tirar belas fotos, outra dica da Nasa: o melhor momento para observar a lua é quando ela ainda está perto do horizonte. Em contraste com árvores e prédios, ela parecerá ainda maior.

Fonte: INFO