quinta-feira, 21 de abril de 2011

World Community Grid (WCG) diminuirá o tempo de pesquisa contra a esquistossomose de 5 a 10 anos para o segundo semestre de 2011

Em 2005, quando começou o doutorado, Rosângela Silqueira Hickson desafiava a si mesma. Formada em engenharia mecânica, com mestrados em computação e em técnicas nucleares, apostava que conseguiria compreender temas específicos da biologia. Ela teria que fazer isso de alguma forma, porque só assim seria possível levar adiante a proposta sugerida por seu orientador, o pesquisador da Fiocruz Minas Guilherme Oliveira. “Ele tinha uma linha de pesquisa em bioinformática e achei interessante seguir este caminho”, explica. Assim surgiu um projeto para novas drogas contra a esquistossomose. A expectativa é de que soluções para esta doença milenar possam ser obtidas a partir de testes feitos em computador.


No Brasil, a esquistossomose é causada pela espécie Schistosoma mansoni e preocupa, especialmente, nas comunidades ribeirinhas do país.


Causada por parasitos do gênero Schistosoma, a doença é responsável por mais de 11 mil óbitos por ano no mundo, número que pode estar subestimado, pois grande parte dos casos não é notificada aos órgãos de saúde. Anualmente, cerca de 200 milhões de pessoas são infectadas em pelo menos 75 países das regiões tropicais e subtropicais do planeta. Isso coloca a esquistossomose como a segunda parasitose que mais infecta o homem, atrás somente da malária. No Brasil, é causada pela espécie Schistosoma mansoni e preocupa, especialmente, nas comunidades ribeirinhas do país.

O projeto trabalha, de um lado, com as proteínas do Schistosoma e, de outro, com milhares de compostos químicos num banco de dados. Na verdade, os pesquisadores não manipulam tubos de ensaio com os materiais biológicos e químicos – eles operam com estruturas tridimensionais, virtuais, produzidas por modelagem computacional. Assim, a estrutura tridimensional de cada proteína do parasito é contraposta à estrutura tridimensional de cada composto do banco de dados. O objetivo é prever qual seria a atividade dos compostos sobre as proteínas, para identificar alvos suscetíveis no parasito e novas drogas potenciais contra ele.

Inicialmente, com a participação da Fiocruz Minas e da Faculdade Infórium de Tecnologia de Belo Horizonte, os pesquisadores contavam com pouco mais de 200 computadores para a realização do trabalho. Se mantivessem esta estrutura, o projeto demoraria de cinco a dez anos para ser concluído. Entretanto, os cientistas já planejam que, no segundo semestre de 2011, o projeto esteja na fase final. Isso porque eles passaram a contar com a colaboração da multinacional IBM, por meio do World Community Grid (WCG).

A principal contribuição do WCG vem de um software que permite, de forma simples, realocar milhares de computadores ao redor do planeta para o desenvolvimento de estudos científicos. Qualquer pessoa no mundo pode entrar no site do WCG, fazer o download do programa e instalá-lo em seu computador pessoal. A partir daí, sempre que a máquina estiver ligada, sendo usada ou não, sua capacidade de processamento ociosa será canalizada para a realização de pesquisas. Isso resulta em economia de tempo e recursos, já que a capacidade de processamento é multiplicada, possibilitando a realização de trabalhos abrangentes em genômica. “O trabalho envolve, hoje, mais ou menos 300 mil computadores conveniados com a IBM, em todo o mundo, o que inclui muitas máquinas domésticas”, lembra Rosângela.

“O que consome a computação é a modelagem. É tentar encaixar a estrutura computacional de um composto na estrutura computacional de uma proteína. E isso requer poder computacional de primeira. Aí entra o WCG”, explica o chefe do Laboratório de Parasitologia Celular e Molecular da Fiocruz Minas e coordenador do Centro de Excelência em Bioinformática, Guilherme Oliveira. “Não temos nenhum pressuposto sobre qual proteína é um bom alvo e simplesmente testamos todas, de um banco de dados gigantesco. O que é muito mais barato do que um trabalho experimental”.

As experiências em laboratório são igualmente importantes, mas o projeto só entra na fase de bancada depois que as proteínas e os compostos mais promissores forem identificados pelas predições no computador. O método computacional possibilita, ainda, a descoberta de drogas contra outras doenças. “A esquistossomose vira um modelo. Se o projeto der certo, a chance de funcionar com outro organismo multicelular é maior. Então, estamos testando, de fato, uma nova abordagem, que pode ser útil para novas espécies”, argumenta Oliveira. A Fiocruz Minas participa de outras duas atividades que visam desenvolver novos medicamentos para esquistossomose pela abordagem da bioinformática: o SETtReND, um consórcio internacional que inclui três instituições brasileiras e seis europeias; e um projeto em parceria com a Universidade da Califórnia em São Francisco, nos Estados Unidos.

Além dos três trabalhos em bioinformática desenvolvidos pela Fiocruz Minas, projetos continuam sendo realizados no ambiente pioneiro para estudo da esquistossomose na unidade. “Atualmente, estamos testando uma associação de drogas. Pegamos uma droga usada hoje no Brasil contra essa parasitose e associamos com outra droga, clinicamente empregada para outra finalidade. O intuito é verificar se acontece uma ação sinérgica”, conta o vice-chefe do Laboratório de Esquistossomose da Fiocruz Minas, Naftale Katz, autor de livros considerados referências mundiais sobre o assunto. Ao serem associadas, as drogas podem aumentar sua capacidade de debelar o parasito. Por outro lado, também pode haver diminuição da atividade – um dado importante para pacientes que estejam tomando medicamentos para mais de uma doença.

Conheça o World Community Grid aqui.

Fonte: Jamerson Costa, Agência Fiocruz de Notícias

domingo, 10 de abril de 2011

O centésimo macaco

O macaco japonês Macaca Fuscata vinha sendo observado há mais de trinta anos em estado natural. Em 1952, os cientistas jogaram batatas-doces cruas nas praias da ilha de Kochima para os macacos. Eles apreciaram o sabor das batatas-doces, mas acharam desagradável o da areia.

Uma fêmea de um ano e meio, chamada Imo, descobriu que lavar as batatas num rio próximo resolvia o problema. E ensinou o truque à sua mãe. Seus companheiros também aprenderam a novidade e a ensinaram às respectivas mães.

Aos olhos dos cientistas, essa inovação cultural foi gradualmente assimilada por vários macacos. Entre 1952 e 1958 todos os macacos jovens aprenderam a lavar a areia das batatas-doces para torná-las mais gostosas. Só os adultos que imitaram os filhos aprenderam este avanço social. Outros adultos continuaram comendo batata-doce com areia. Foi então que aconteceu uma coisa surpreendente. No outono de 1958, na ilha de Kochima, alguns macacos – não se sabe ao certo quantos – lavavam suas batatas-doces.

Vamos supor que, um dia, ao nascer do sol, noventa e nove macacos da ilha de Kochima já tivessem aprendido a lavar as batatas-doces. Vamos continuar supondo que, ainda nessa manhã, um centésimo macaco tivesse feito uso dessa prática.

Então aconteceu!

Nessa tarde, quase todo o bando já lavava as batatas-doces antes de comer. O acréscimo de energia desse centésimo macaco rompeu, de alguma forma, uma barreira ideológica!

Mas veja só:

Os cientistas observaram uma coisa deveras surpreendente: o hábito de lavar as batatas-doces havia atravessado o mar. Bandos de macacos de outras ilhas, além dos grupos do continente, em Takasakiyama, também começaram a lavar suas batatas-doces. Assim, quando um certo número crítico atinge a consciência, essa nova consciência pode ser comunicada de uma mente a outra.
 
O número exato pode variar, mas o Fenômeno do Centésimo Macaco significa que, quando só um número limitado de pessoas conhece um caminho novo, ele permanece como patrimônio da consciência dessas pessoas. Mas há um ponto em que, se mais uma pessoa se sintoniza com a nova percepção, o campo se alarga de modo que essa percepção é captada por quase todos!

Você pode ser o centésimo macaco!

Essa experiência nos proporciona uma reflexão sobre a direção de nossos pensamentos. De certo modo, já sabemos que para onde vai o nosso pensamento segue a nossa energia. Grupos pensando e agindo numa mesma freqüência em várias partes do Planeta têm as mesmas sensações e acabam fazendo as mesmas coisas sem nunca terem se comunicado. Isso vale tanto para aqueles que praticam o bem como para aqueles que usam de suas faculdades para o mal. O acréscimo de energia, neste caso, pode ser aquela que você está enviando com o seu pensamento sintonizado na freqüência do crime noticiado que gera comoção geral. Parece coincidência, mas sempre que um crime choca e comove multidões, de imediato outros fatos semelhantes pipocam em diversos lugares. Será isso o efeito do centésimo macaco às avessas?

Ao invés de indignar-se diante do crime noticiado, direcionando inconscientemente seu pensamento e sua energia para essas pessoas ou grupos que se aproveitam dessa energia toda para materializar mais crimes, neutralize com pensamentos conscientes de amor e perdão. Mude de canal na TV, vire a página do jornal, saia da freqüência e não alimente ainda mais a insanidade daqueles que tendem para o crime, e, também, daqueles que lucram com as desgraças alheias. São todos igualmente insanos, tanto aquele que pratica o crime quanto aquele esbraveja palavrões de indignação por horas diante das câmeras, criando comoção e levantando a energia que se materializará nas mãos daquele que está com a arma já engatilhada.

Gerar material para construir um mundo melhor não requer tanto de grandes ações, quanto essencialmente grandes blocos de consciência. É preciso que mais gente se sintonize na freqüência e coloque aquele acréscimo de energia que pode gerar uma nova consciência em outros grupos em outras partes do Planeta. Se cada um de nós dedicarmos alguns minutos todos os dias para meditar, entrando em sintonia com a freqüência do amor, basta para mudar muitas coisas desagradáveis acontecendo em nosso Planeta e criar uma nova consciência.

“Você pode ser a mudança que você quer ver no mundo.” (Gandhi)

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Porteiro do interior de SP devolve R$ 140 mil depositados por engano em sua conta bancária

O porteiro João Vanderlei Marques, de 44 anos, não teve dúvidas ao perceber que em sua conta corrente foram depositados R$ 140 mil indevidamente: devolveu o dinheiro ao dono. 

Casado e pai de duas filhas, Marques ganha cerca de R$ 1 mil por mês e levaria quase 12 anos para receber a quantia.

- Ia demorar muito tempo para ganhar isso aqui, mas devolvi. E estou aliviado - disse.

O depósito da bolada, foi feito por engano pelo funcionário de uma empresa que o porteiro trabalhou tempos atrás.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Destaques do Oeste Futebol Clube

Fábio Santos, o artilheiro do Oeste
O atacante Fábio Santos chegou a 9 gols marcados na competição e está atrás apenas de Liedson do Corinthians e Elano do Santos, que marcaram até aqui 10 gols cada um.


Oeste tem o 7º melhor ataque do Paulistão
Com 22 gols, sendo 9 de Fábio Santos e 7 de Anselmo Ramon, o Oeste tem o sétimo melhor ataque do Paulistão, ao lado da Portuguesa.Em primeiro está o time do Santos com 37 gols. O São Paulo com 34. O Corinthians com 30. O Palmeiras com 25, Paulista e Mirassol com 23.


Oeste tem a 4ª melhor defesa do Paulistão
O Palmeiras só tomou 6 gols no Paulistão, o Corinthians 10 gols, a Ponte Preta 13 e o Oeste 15 gols. Portanto o Rubrão tem a quarta melhor defesa do Campenato, está na frente até mesmo do Santos, que tomou 20.

Classificação do Paulistão 2011

GRUPO 1 P J V E D GP GC S %
1 Palmeiras 38 17 11 5 1 25 6 19 74
2 São Paulo 37 17 12 1 4 34 17 17 72
3 Corinthians 35 17 10 5 2 30 10 20 68
4 Santos 34 17 10 4 3 37 20 17 66
5 Ponte Preta 29 17 8 5 4 19 13 6 56
6 Oeste 27 17 8 3 6 22 15 7 52
7 Mirassol 27 17 8 3 6 23 23 0 52
8 Paulista 25 17 7 4 6 23 20 3 49
9 São Caetano 23 17 6 5 6 20 19 1 45
10 Americana 22 17 7 1 9 20 18 2 43
11 Portuguesa 22 17 6 4 7 22 23 -1 43
12 Mogi Mirim 21 17 6 3 8 20 25 -5 41
13 Bragantino 19 17 5 4 8 18 25 -7 37
14 Botafogo-SP 18 17 4 6 7 18 26 -8 35
15 Noroeste 17 17 3 8 6 20 29 -9 33
16 Linense 15 17 4 3 10 19 30 -11 29
17 Ituano 15 17 4 3 10 19 30 -11 29
18 São Bernardo 15 17 4 3 10 19 34 -15 29
19 Santo André 15 17 2 9 6 13 25 -12 29
20 Grêmio Prudente 14 17 3 5 9 20 33 -13 27

CLASSIFICADOS PARA AS SEMIFINAIS
REBAIXADOS

J jogos P pontos Ganhos V vitórias E empates D derrotas GP gols pró GC gols contra SG saldo de gols % aproveitamento